choro

Você já se deparou com alguém chorando e ficou com uma súbita vontade de também derramar lágrimas? Não se impressione, isso é comum. O choro de uma pessoa sensibiliza sua capacidade de empatia e, com isso, você sofre um pouco da dor ou da dificuldade do outro.

Em um nível mais profundo, diz o psicólogo Roberto Ziemer, de São Paulo, você se conecta com sua própria dor ao ver o outro chorar. “As pessoas acham que choram pela dor do outro, mas esse é um processo de dentro e de fora”, afirma. Algumas pessoas não gostam de enterro, exemplifica, porque nesses momentos entram em contato com o próprio sofrimento, com dores internas não resolvidas.

O choro é um fenômeno natural e sua função mais importante é liberar a tensão. Quando um bebê chora, é para se comunicar, seja alguma frustração, desconforto, angústia, dor ou fome. O nascimento por si só é estressante, por isso geralmente os bebês choram. Com o tempo, o choro vai sendo inibido, principalmente entre os meninos, que perdem essa importante válvula de escape. O choro faz bem, ensina Ziemes. É claro que para algumas pessoas, que usam o choro para manipular ou se fazer de vítima, as lágrimas não trazem benefícios. “Alguns precisavam chorar mais e não choram e outros, que choram muito, deveriam chorar menos”, diz Ziemer.

Mas, em casos normais, quando você sente alguma dor e chora, mecanismos químicos que servem como calmantes são ativados, gerando certo alívio. Por isso, após uma crise de choro, geralmente nos sentimos mais tranqüilos.

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