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Essa é uma prática criminal como define o artigo 42 da Lei Federal nº. 9.605, de 12 de fevereiro de 1998. “Fabricar, vender, transportar ou soltar balões que possam provocar incêndios nas florestas e demais formas de vegetação, em áreas urbanas ou qualquer tipo de assentamento humano é crime”. Os infratores que transportam, fabricam, comercializam ou soltam balões, aptos a causarem incêndios em área de vegetação, e em qualquer área urbana ou de assentamento humano, podem cumprir pena de um a três anos de detenção e pagar multa que varia de um a dez mil reais.

As pessoas se impressionam com a beleza das cores, formas e tamanhos dos artefatos exibidos no ar. Papéis coloridos, varolas, cordões, presilhas entre outros materiais transformam-se em belos balões, de variados tamanhos, podendo medir até 60 metros de comprimento. O objeto é feito da combinação de estopa com materiais inflamáveis (parafina e querosene, ou álcool) aquecidos no interior do balão, que quando em contato, em área urbana, com setores industriais, postos de venda de combustíveis inflamáveis, empresas petroquímicas e zonas de controle de tráfego de aeródromo podem vir a causar danos irreparáveis como incêndios e explosões.

O balão é construído para subir, flutuar, mas com a lei da gravidade ele tende a descer, pois é conduzido apenas pela direção dos ventos. A bucha que consta no compartimento de tais artefatos se desprende da fixação dela, e cai. Na zona rural o perigo é que ao cair, o balão pode ocasionar a queima das matas secas e florestas (restingas, matas ciliares, mangues, APP’s) prejudicando o meio ambiente.

De junho a agosto é o período em que os baloeiros preferem exibir seus balões no céu. Isso se dá por causa da baixa umidade do ar e velocidade do vento, clima seco e pouca quantidade de chuva, deixando o tempo propício para a prática criminal, que põe a vida das pessoas em risco.

Fontes: www.bombeirosemergencia.com.br  /  www.saopaulo.sp.gov.br